De engenheiro a diretor de produção

Sim, me formei engenheiro, turma 72 da FEI, Faculdade de Engenharia Industrial, pros íntimos… Fiz Engenharia no Inferno, trabalha como logística em uma transportadora em Guarulhos, e nunca imaginei que o ano de 2006 seria tão importante na minha vida.

Não, nunca tinha pensado em trabalhar com fotografia, filmes, animações, ações no mundo inteiro, não sabia nada de fotografia, o máximo que eu fazia era fotografar alunos nos cursos de mergulho que ministrava.

Trabalhava com logística passava 80% do dia em cima de uma planilha excel, ou fazendo contas com a HP12C, os outros 20% no transito tentando chegar em casa. Sempre a mesma rotina, eu não era feliz.

Calma, produzir fotos não é um mar de rosas, você trabalha muitas vezes 20h por dia, mas o clima é mágico, faço o que amo, e isso faz toda a diferença.

Como mudei?

Questão de semanas, no mês de abril o convite veio para uma entrevista, Coordenador de estúdio fotográfico, nunca tinha entrado num estúdio, mas a proposta era incrível, trabalhar do lado de casa, ser melhor remunerado, e fazer algo totalmente diferente. Topei o desafio.

Quando fui aprovado, perguntei, por que eu? A resposta foi sincera, porque você é engenheiro, e porque de todos os candidatos, você é o que mais pareceu interessado, vibrante e é isso que precisamos. Mas confesso que não primeira reunião de briefing, me senti uma besta, e pensei em desistir, mas como diria o antigo filme “…retroceder nunca, render-se jamais…”

Um mestre da ESPM, quando fiz meu MBA, uma vez me disse que 85% dos seus problemas serão inéditos…rs. Acho que ele não trabalhava com produção fotográfica, pois em pouco tempo, notei que eram quase 95%.

O parque lotado no dia da foto, por um engano do produtor tinham o encontro das escolas adventistas do estado de São Paulo, a modelo que esquece o absorvente, São Paulo sitiada ou o cachorro que pula no lago, cada dia é uma experiência nova.

E quando a empresa quebrou junto com o mercado americano, em 2008, a pressão foi forte para eu voltar para a logística. Trabalhei como freelancer, fotógrafo e algumas outras enrascada

Mas 2010, comecei na Getty Images, onde durante 3 anos produzi fotos no mundo inteiro.

E não pense, você, querido leitor, que depois de 10 anos trabalhando os desafios pararam, não é simples encontrar um helicóptero em Omã, ou organizar a cobertura de 28 cidade do Brasil, mas mudei, passo mais horas no Photoshop que no Excel, mas ainda uso muito.

Hoje, tenho minha produtora, e como diria o antigo comercial do HSBC, a melhor parte de ter um negócio, é que você decide tudo, a pior parte, é o que você decide tudo.

Cada dia novos desafios, mas o friozinho na barriga nunca acaba. Sou muito feliz. Meu conselho pra isso, o mesmo do Jobs… “Stay hungry, stay foolish…”

1 Comment

  • Adriana Sanchez on Maio 2, 2017

    Parabéns pela coragem, e principalmente determinação…Sucesso!
    Fraterno abraço

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